Fugindo do tema do blog, fica um post sobre algo pessoal, uma estória dramática/tenebrosinha de final ridiculo/satirico que o meu professor de E.R. pediu, eram pra ser pouco mais de 2 folhas, mas eu me inspirei e fiz 6. A capa fica pra amanhã e, não riam do ponto fraco.
Com vocês:
Branco Sagrado
“Já diziam os antigos que num ano breve os deuses voltariam a cruzar os céus nos seus discos de fogo.”
Victor era uma adolescente normal, loiro, alto e magrelo que, como a maioria, pouco ligava para os estudos, muito menos para história. Por isso, a viagem de estudos ao museu do dia seguinte parecia inútil e tortuosa.
Chegado o odiado dia da visita ao museu, ele era o único que não estava empolgado com a excursão.
A viajem até estava divertida, sem trânsito difícil e o sol era inspirador. Isso até o motorista frear bruscamente e ouvir o som de uma batida. Assustados todos saíram para ver o que havia acontecido.
Tinham atropelado um cara de pele muito branca, cabelos loiros compridos usando um sobretudo preto que atravessava a rua correndo. Caído no chão, ensangüentado e já sem vida, todos o observavam. Algo brilhante do lado do bolso da vitima chamou a atenção de Victor. Curioso, ajuntou o objeto disfarçadamente e afastou-se da multidão.
Era um elo bracelete de ouro, aparentemente antigo e de grande valor. Era composta por uma cabeça de leoa e havia algo escrito ao redor. Nem imaginava o que podia ser, mas o pos na mochila e voltou para o ônibus.
Morgan é o que chamamos de “CDF”, morena, cabelos na altura do ombro e um rosto de traços suaves. Victor sentou se ao lado dela com o intuito de tentar descobrir o valor da jóia.
- Morgan, isso parece ser algo de valor?
- Me lembra deusa Sekhmet, e esses hieróglifos também não me são estranhos. Aonde você arranjou isso?
- Ér...
Na hora em que ele ia responder o professor anuncia a chegada ao museu, cortando o assunto.
Já dentro do museu, passando pela sessão que tratava do Egito Antigo, Victor para e frente a uma estatua e puxa Morgan pelo braço.
- Essa é a tal Sekhmet?
- É, é sim.
A menina voltou para o grupo, mas Victor permaneceu ali, observando aquelas misteriosas divindades. De repente começou a sentir uma tontura, como se algo estivesse o puxando para baixo e desmaia.
Inconsciente, sonha que acorda num lugar fechado, mal iluminado e que tinha um cheiro podre. Levantou-se para olhar ao seu redor e viu-se deitado no meio de centenas de corpos mutilados. Ao seu lado haviam dezenas de cabeças, muitas delas sendo adornadas por escorpiões, com aranhas saindo da boca e moscas andando pelos olhos. Assustando, tenta encontrar a saída, achou uma pequena abertura no teto, por onde entravam a pouca luz e oxigênio ali presentes. A abertura era alta e, sem opção melhor, começou a empilhar os pedaços de corpos na tentativa de alcançar a abertura. Não foi nada interessante, pouco menos fácil, pois, ele estava atrapalhando o almoço das aranhas que, aos montes, iam subindo em sua perna e envolvendo-o numa teia sangrenta. A escalada foi ficando cada vez mais lenta, estava cansado. Quando finalmente alcançou a saída daquele lugar pútrido, viu-se no meio de uma espécie de ritual.
Os sacerdotes usavam roupas brancas e escondiam o rosto por trás de um véu, cantavam uma espécie de hino de devoção e, quando o viram, pararam de cantar e soltaram um grito, que mais parecia um rosnar feroz. Detrás deles apareceu um ser asqueroso, lembrava um homem alto e musculoso, mas sua pele era azul e sua cabeça lembrava a de um pássaro, com sangue ao redor do bico. Esse ser vinha em sua direção, as aranhas haviam o imobilizado, as forças sumiram, não tinha chance. Viu ainda as três pirâmides de Gizé, cobertas de ouro e um brilho alarmante. A criatura estava cada voz mais perto. Parou na sua frente, agarrou lhe o pescoço e o ergueu. Olhava dentro dos seus olhos e fez o mesmo ruído que os sacerdotes, mas de m jeito mais estridente muito mais assustador. Olhou mais uma vez nos olhos de victor e com o seu bico afiado, arrancou o fígado dele, o pâncreas e os deliciava. O garoto se debatia agonizante, e o ser enfim devorou o seu coração.
- Victor, Victor, acorda! Você esta me escutando?
- Hã? Ai, minha cabeça! Morgan, é você?
- Ah, ainda bem. Eles fizeram algo com você? Está tudo bem?
- Eu fiquei tonto, tive um sonho estranho. Mas quem faria algo comigo? E por que você esta chorando?
Morgan tremia assustada e seus olhos estavam vermelhos e inchados. Ajudou o amigo a se levantar e explicou que, logo após deixar ele sozinho e tido voltao para o grupo, sete homens de sobretudo, cabelos compridos tapando parte do rosto e fortemente armados invadiram o museu, mandando o grupo sentar-se e pondo o resto das pessoas pra fora, isolando o local. Os homens estavam com pressa e determinados, procuravam por um objeto que o homem que tinham atropelado carregava consigo e queriam ele de volta.
Vinicius, o mais debochado, logo se pronunciou:
- Essa é com certeza a pior câmera escondida que eu já vi! Vocês podiam estar ao menos usando mascaras? Haha. – ironizou.
- Então você acha graça? – indignou-se o que parecia ser o líder. – Quero ver se você acha graça nisso! – fez sinal para um de seus homens que atirou no meio da testa da professor e de uma garota que estava ao lado de Morgan, e continuou. – Haha, realmente engraçado, e que tal isso?
O homem agarrou o menino pelo pescoço e o ergueu. Tirou um punhal com detalhes de uma ave do bolso e foi abrindo a sua barriga lentamente, até as suas tripas caírem no chão. Muitos vomitaram, entrando em pânico.
- Foram nos revistando um a um, mas nada encontravam. Quando um deles me revistou, eu pude ver uma tatuagem de Ankh ao lado do olho direito. – detalha.
Decepcionados e revoltados, decapitaram ainda dois alunos para servir de exemplo, desenharam um ankh com a sangue corria das cabeças deles e sumiram dali.
- Você disse Ankh e detalhes de uma ave no punhal?
- Sim, isso mesmo. Por quê?
- O meu sonho!
Atônito, explicava detalhadamente o sonho para Morgan, que ficava cada intrigada.
Após esse dia agitado, todos foram para casa. O funeral do professor e dos colegas seria no dia seguinte.
Dias depois, na escola, Morgan e Victor se encontraram durante o intervalo. A garota havia pesquisado sobre o bracelete e os símbolos talhados no mesmo. Os símbolos diziam o seguinte: “Eis que chega Rá, acompanhado de quatro divindades superiores. Todos percorrem o céu não Barca Solar”, e, Sekhmet era a deusa guerreira, sangrenta.
- Mas, esse tal de Rá, tinha cara de que? – questiona Victor intrigado.
- Esse é o ponto. Ele tem o corpo de um humano e a cabeça de uma ave!
- Como o ser do meu sonho! Será que?
- Pois é, estranho mesmo. O pior é que eu não encontrei nada que mencionasse o bracelete, aliás, você esta com ele ai?
- Com aqueles caras estranhos atrás dele? Faça o favor. Ele está escondido em casa. Por quê?
- eu preciso dar uma boa olhada nele.
- Lá em casa depois da aula?
- Combinado.
Voltaram a sala de aula, nenhum dos dois conseguiu se concentrar na aula. Enfim, na casa de Victor, eles observam o misterioso bracelete.
Morgan estudava cabeça da leoa quando notou que um dois olhos era mais saltado que o outro, e como que automaticamente, empurrou o olho saltado para dentro, fazendo a jóia soltar um barulho. Assustada, deixou em cima da mesa. Poucos segundos depois, projetaram-se dos olhos da deusa, a imagem de uma constelação, que ia descendo e aproximando-se de três pontos luminosos no meio do deserto. Já mais próxima, revelaram-se as grandes pirâmides, que apontavam para um local plano e desértico, o qual não reconheceram,
Como ligar Sekhmet, Rá, Barcas Solares, pirâmides, constelações e uma área plana? Era a pergunta que habitava em suas mentes.
- Vamos pro Egito!
- O que? Você está louco? Ainda temos mais de um bimestre de aulas. E o dinheiro?
- Bom, você já passou de ano, isso e claro. Quanto a mim, já reprovei, ou seja, escola não é problema. Dinheiro? Empréstimos resolvem, deixa que disso cuido eu.
Sem opção, Morgan aceitou.
Após terem o dinheiro, a viagem ficou marcada para a noite seguinte.
Ah, o Egito enfim. Após horas de viagem dirigiram-se a um hotel barato onde iam descansar. Naquela tarde iriam a Gizé. Visitaram as pirâmides, ouviram as historias sobre elas e pararam para um lanche.
Após sentarem-se, Victor começa a se sentir tonto, tudo ficou escuro e teve uma visão. Continuava lá, em frente as pirâmides, mas havia uma grande barca de fogo no qual estavam Sekhmet, Rá e outros três deuses que não conhecia. Um com cabeça de chacal, outro com cabeça de falcão e o ultimo com uma cabeça de cachorro.
As pirâmides brilhavam, como se servissem de guia. O deus da cabeça de cachorro atirava lanças nas pessoas, uma delas vinha em sua direção rapidamente quando acordou com Morgan despejando água em seu rosto.
- Droga, você esta bem?
- Eu tive outro sonho! - exclama e começa a contá-lo.
- Esses deuses eram Hórus, Sekhmet, Anúbis, Rá e Seth! E não é uma turma muito amigável.
- As pirâmides provavelmente os guiavam para o mesmo local que o bracelete indicou.
Morgan pegou o seu i-phone e fez uma busca usando os nomes que tinham. Descobriram que o tal era Eridu, no Iraque, e é conhecido como uma pista de pouso para naves alienígenas e consta em varias teorias de fim dos tempos.
- Próxima para, Eridu! - exclamou Victor ajuntando suas coisas e voltando ao hotel, de onde iriam rumo ao Iraque.
Mas eles não estavam sozinhos. Os misteriosos homens de sobretudo estavam seguindo todos os seus passos.
Eram membros do Templo de Set, uma seita que se baseava a antiga sabedoria egípcia. Eles queriam bracelete, ele carregava consigo a antiga profecia da volta de Rá, sendo a chave para o local do regresso e proteger-se da ira dos deuses.
Após perderem a jóia, e não terem encontrado a no museu, mandaram um capanga atrás de cada aluno que estava com o grupo naquele dia, assim, descobriram que Morgan e Victor estavam com a sua cobiçada relíquia. Agora, os dois iriam levá-los ao local sagrado e lá, iriam pega-la de volta para sua salvação, já que nunca conseguiram fazer o bracelete apontar o caminho.
Todos já seguiam viajem, o destino, Eridu.
Chegaram ao destino de manhazinha, com fome, os dois foram lanchar. Após o café, alugaram um jipe. Mal sabiam eles que o motorista não era um árabe sem escova de cabelo como aparentava.
O dia estava quente, a viajem pelo deserto exaustiva. Chegaram ao local, dispensaram o motorista que fingiu ir embora e se sentaram para tomar água e descansar.
- Será que o bracelete só faz isso?
- Só? Querida, em pleno século 21 eu na sei montar um radio e eles no...
O bracelete começou a se mexer. Victor interrompeu o seu protesto e Morgan o jogou no chão. A relíquia projetou a seguinte imagem “12 34 56 789” e apagou.
Surpresos, os dois se emprenhavam em entender o que aqueles números significavam mas, números podem ser tantas coisas, sem falar que o sol quente não ajudava muito.
- Ah meu Deus!
- Você descobriu Morgan?
- Não sei, acho que sim, olha! – começou a rabiscar na areia e continuou – 12h 34 min 56 s do dia 07 do mês 08 do ano 09, é uma data com hora!
- Mas, isso é hoje! Daqui a menos de uma hora. Temos que avisar as pessoas. Seja lá o que quer que aconteça, coisa boa não deve ser.
Ao ouvirem isso, graças ao microfone que o Sid, o suposto motorista colocou no bolso de Victor, os mafiosos decidiram que não podiam perder mais tempo seguindo os dois, os sete tinham de recuperar a chave da sua salvação.
- Ah, os caras do museu!
- Corre Morgan!!!
Os dois deixaram as garrafinhas de lado e saíram correndo com a jóia, mas os homens de sobretudo estavam de jipe e, rapidamente os alcançavam.
A garota tropeça e cai, jogando o bracelete para o amigo:
- Leva ele, não deixe eles o pegarem!
- Mas e você? Eu não posso!
- VAI!!!
Contra vontade, ele saiu correndo deixando a amiga para trás.
- Pare o carro! – ordenou Tuomas, o líder – Ora, ora, vocês estão facilitando as coisas para nós mocinha. Descobriram como usar o bracelete, nos trouxeram pra cá e agora você cai, deixando tudo nas mãos do seu amigo pirralhinho. Essa é boa, você acham mesmo que vão conseguir? Alias, ponham na no jipe.
- Me larguem seus idiotas fedidos. Pó que vocês querem tanto essa porcaria de bracelete?
- Simples, para nos manter vivos. E você pode viver também, basta você cooperar, prometo não sofrer nada mais que um pequeno arranhão.
- Não entendo.
- Escuta bem. Se você vir com a gente e nos ajudar a recuperar o bracelete, somente gritando por socorro e pedindo para seu amiguinho entregar o bracelete em troca de sua vida, você se salva.
- Mas, eu não posso, é traição.
- Amizade ou vida. E então?
- Ok, eu faço.
Victor corria sem parar e sem olhar para trás, já estava relativamente longe e avistava algumas tendas perto dali quando voltou a ouvir o moto do jipe e algo mais, os gritos de socorro de Morgan. Ele não podia deixa-la ali, era sua culpa ela estar nessa enrascada. Parou. O veiculo se aproximou e parou a sua direita. Dele saíram Tuomas e Morgan arrastada por dois capangas.
- Victor! Victor! Ajude-me! Entrega o bracelete, eles vão me matar! Por favor, não me deixe! – atuava a menina.
- Larguem ela seus brutamontes!
- Você ouviu a sua amiga, garoto, entregue o bracelete ou o belo rostinho dela nunca mais será o mesmo – dizia Tuomas suavemente enquanto deixava um arranhão no rosto da garota com o punhal.
- Já chega! Aqui está o bracelete.
- Vejam rapazes, não é tocante? Hahaha. Bom, muito bom, agora meu anjo, podia fazer o favor de pegar o bracelete pra nós?
Morgan caminhou na direção de Victor, pegou o bracelete, o abraçou e cochichou no seu ouvido:
- Eu ainda estou com você, não desista de mim – levantou-se, entregou o bracelete ao líder do gripo e continuou – Me perdoe, eu vou com eles.
Todos entraram no jipe, do qual Morgan riu alto e gritou:
- Me liga, HAHA, mesmo! - deu uma piscada.
- É menina, você fez um bom trabalho – elogiou Tuomas.
Os sete homens voltavam para a pista para recepcionar as divindades sagradas que chegariam em minutos.
Victor confuso, mas entendendo o jogo da amiga, correu em direção as tendas onde roubou uma moto e seguiu rumo a cidade.
- 3, 2, 1! 12:34:56, vai começar!
Naquele instante o céu se tornou vermelho como sangue. Descia da Nebulosa de Orion a majestosa Braça Solar de Rá , junto com as quatro divindades que o acompanhavam. Seth ia pilotando a barca e avistou as grandes pirâmides que desmanchavam os seus blocos e revelavam serem feitas de ouro e inscrições que iluminaram se de azul, indicando o caminho aos deuses. Eles rumavam a Eridu, onde aterissaram.
Sekhmet saltou da barca e foi em direção ao grupo de humanos e, logo decapitou um deles com uma patada furiosa.
- Ó Sekhmet, nossa deusa! Veja este bracelete, prova da nossa lealdade e devoção. Estamos aqui para servir lhes eternamente – discursava Tuomas enquanto os outros se ajoelhavam.
Sekhmet, cara a cara com ele, rugiu alto e olhou para Rá, o deus sol. Ele balançou a cabeça positivamente em resposta à prece humana. Voltou sua atenção para eles, apontou o dedo para Sid, Tuomas e Morgan, esboçando o que parecia ser um sorriso. Feito isso, os quatro outros deuses se divertiram com os humanos que restaram.
Hórus, o deus falcão deliciou-se da sua vitima como no sonho de Victor. Sekhmet, a deusa leoa arrancava com suas garras pedaço por pedaço e ia devorando a presa aos poucos. Anúbis, o deus chacal, arrancou os olhos da sua vitima e a lambia devagar, saboreando cada gota de medo e ouvindo o som dos gritos, que assim como para Seth, soava como musica. O ultimo, Seth, o deus assassino arrancou o nariz do homem e sugou o seu cérebro pelo orifício. Rá apenas os observava.
Após terminado o banquete das divindades, Rá tomou o bracelete e fixou o olhar no horizonte. A jóia começa a flutuar e lança um facho de luz azul naquela direção.
No Egito, a Esfinge ganhava um brilho azul nos olhos e sua cabeça desabou. De dentro dela saiu um exército de famintos e sanguinários grifos alados e chacais que andavam como gente, que logo se espalharam por todos os lugares para começar a carnificina.
O mesmo acontecia nas pirâmides da mesoamérica e da China. Exércitos gigantescos. Tudo era caos. Cada divindade ia em uma direção comandar o genocídio.
Rá embarcou na barca solar juntamente com seus novos servos e levantou vôo, queria ver o fim dos tempos do alto.
Victor, na cidade, conseguiu avisar as autoridades e escondeu-se no supermercado. Lá fora, as ruas estavam sendo tomadas por aqueles seres sedentos, que logo encontraram o seu esconderijo. Um chacal invadiu o recinto e caminhava mal intencionado na direção de uma mulher, que lhe jogou uma caixa de leite, a qual partiu com suas garras, molhando-se. Foi então que o bizarro aconteceu. A criatura começou a gritar de dor e ia se dissolvendo, como se alguém tivesse jogado um poderoso acido nela.
Perplexos, saíram as ruas munidos de caixas de leite e começaram a acertar as criaturas, enquanto que Victor avisava a descoberta as forças armadas.
A noticia espalhou-se rápido. Em pouco tempo pessoas no mundo todo começarem a defender-se com leite.
Rá, que estava sobrevoando a cidade ficou enfurecido e jogou Sid para fora da barca solar e voltou a assistir a guerra.
Victor, vendo a barca solar sobrevoar a cidade, lembrou de Morgan e ligou para ela. A garota sentiu o celular vibrar no seu bolso e o atendeu. Rá enfurecido nem percebeu.
- Victor, que bom, eu tive que fazer isso se não...
- Depois você me explica. Você ainda está com a sua bolsa?
- Estou, mas o que isso tem de importante?
- O leite! O leite os mata, como se fosse um ácido, sei lá como.
- Hã? Meu Deus vou tentar.
A garota desligou o telefone e começou a procurar a caixinha de leite que levava consigo na bolsa.
- Ei, filho de cruz-credo! – gritou chamando a atenção de Rá que se virou pra ela, - Tome isso!
O leite fez o todo poderoso dissolver-se em seu ódio. A barca, sem controle chocou-se contra o chão. Tuomas que não esperava pela batida, bateu a cabeça e morreu, Morgan sobreviveu e foi correndo ver o amigo, dando lhe um abraço forte.
Assim, a humanidade derrotou os deuses.
- Não é a toa que as vacas eram sagradas e Isis não estava na barcaça! – ironizou Morgan.
Os dois agora voltavam pra casa como heróis mundiais, o que não os impediu de ficarem de castigo.